sexta-feira, 25 de março de 2011

PRIMEIRO CONCÍLIO DE JERUSALÉM – 49 d.C.
















1º Concílio da Igreja – Igrejas de Jerusalém e Antioquia

Enquanto a Igreja de Antioquia estava se libertando de alguns dogmas judaizantes, a Igreja de Jerusalém ainda estava presa a esses dogmas, tentando fazer do cristianismo um movimento messiânico judaico;

Parte da liderança da Igreja de Jerusalém era formada por cristãos oriundos do farisaísmo (At. 15.5), tinham ainda uma forte formação judaizante tradicional;

“Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: se não vos circuncidares segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos”. (At. 15.1)

Essa mensagem judaizante ia de encontro com o evangelho anunciado por Paulo e a Igreja de Antioquia aos gentios;

Decidiu-se então que uma comitiva da Igreja de Antioquia se apresentasse à Igreja de Jerusalém para discutir tais questões dogmáticas com a liderança daquela região. (At. 15.2)

A Igreja de Antioquia estava representada por PAULO, BARNABÉ E TITO, além de outros membros (Gl. 2.1);

A Igreja de Jerusalém era representada por TIAGO E PEDRO, além dos outros membros. Tiago alegou à liderança da Igreja de Antioquia, que as atitudes que geraram conflitos não representava a posição da Igreja, e sim de um grupo isolado. Tiago, através de uma carta, queria que se desse por encerrado o concílio (At. 15.24);

O DESENVOLVIMENTO DO CONCÍLIO:

1ª parte: Recepção

A comissão de Antioquia foi bem recebida pela Igreja de Jerusalém (At. 15.4);

2ª parte: Reação dos judaizantes

Logo a boa acolhida inicial, foi interrompida pelos judaizantes de Jerusalém, falando da importância da circuncisão dos gentios e observância da lei judaica (At. 15.5, Gl. 2.4b-5);

3ª parte: Reação e discurso de Paulo

Os ânimos esquentaram entre Paulo e os judaizantes, Paulo falou sobre à graça divina revelada através do evangelho e a liberdade dos aspectos judaizantes (Gl. 2.2-5,7b);

4ª parte: Reunião do presbitério da Igreja de Jerusalém para avaliar as teses de Paulo

Os apóstolos e presbíteros da Igreja de Jerusalém se reúnem para avaliar os argumentos de Paulo (At. 15.6);

5ª parte: Discurso de Pedro

No meio do clima tenso, Pedro surpreendeu à todos com um discurso apaziguador, defendendo a igualdade do evangelho para judeus e gentios, deixando de lado a imposição dos costumes judaizantes aos cristãos (At. 15.7-11);

6 parte: Impacto na Igreja de Jerusalém pelo discurso de Pedro

O discurso de Pedro acalmou os ânimos e deixou todos silenciados (At. 15.12a)

7ª parte: Discurso de Barnabé e Paulo (Testemunhal)

Com o ambiente pacificado, todos passaram a escutar os testemunhos de Barnabé e Paulo, sobre os milagres operados por Deus entre os gentios (At. 15.12);

8ª parte: Discurso final de Tiago, líder da Igreja de Jerusalém

Tiago, após citar as escrituras, deu por encerrado os discursos para a apresentação de sua decisão final sobre o concílio (At. 15.13, 19a);

DEFINIÇÕES DO CONCÍLIO:

Sobre as doutrinas do judaísmo que deveriam ser aceitas pela cristandade:

1ª) Foi proibida toda forma de contaminação através da idolatria (At. 15.20b);

2ª) Foi proibida toda forma de relacionamento sexual ilícita (At.15.20c);

3ª) Foi proibido o consumo de carne cujos animais foram sufocados (At.15.20d);

4ª) Foi proibido o consumo de todo alimento com sangue, costume pagão para associar o alimento com a vida da vítima (At. 15.20e);

Sobre os aspectos soteriológicos a serem aceitos pela cristandade:

5ª) Quanto à doutrina da salvação, foi definido que a circuncisão e a sujeição à lei mosaica, não eram necessárias à salvação e, por isso, não precisavam ser seguidas pelos gentios (At. 15.19);

Sobre os aspectos práticos da autoridade apostólica:

6ª) Paulo e Barnabé foram reconhecidos como líderes também pela liderança da Igreja de Jerusalém. Com isso, a pregação de Paulo em outras comunidades cristãs seria mais aceita, uma vez que mostrava que não era um pregador itinerante sem o reconhecimento formal por parte das duas maiores igrejas cristãs da época.

Sobre o público alvo a ser focado na evangelização:

7ª) Tiago sugeriu a Paulo e Barnabé de forma estratégica, que fossem evangelizar os não judeus, enquanto Pedro e os judaizantes se focariam nos judeus (Gl. 2.9);

Sobre aspectos práticos quanto à unidade entre as igrejas de Jerusalém e de Antioquia:

8ª) Levantamento de uma comissão para representar a Igreja de Jerusalém, diante da Igreja de Antioquia, como forma de legitimar os assuntos ali apresentados, em contraponto a alguns que saíram de Jerusalém e confudiram os daquela Igreja (At. 15.22a,23-25,30-31);

3 comentários:

  1. Sobre os aspectos soteriológicos a serem aceitos pela cristandade:

    5ª) Quanto à doutrina da salvação, foi definido que a circuncisão e a sujeição à lei mosaica, não eram necessárias à salvação e, por isso, não precisavam ser seguidas pelos gentios (At. 15.19);

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  2. quais as partes que vc acredita na biblia.....e qual não

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  3. Tiago era líder máximo da igreja de jerurusalem mais o que prevaleceu foi a palavra de Pedro que era líder universal se estaríamos na lei judaica

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